Comunidade escolar, 320 alunos
As crianças cresceram ouvindo que o rio era perigoso. A professora Marta decidiu transformar a tragédia em aprendizado — e o Rio Doce voltou a ter nome e rosto nas aulas.
Quando o Rio Doce chegou coberto de lama a Colatina, em novembro de 2015, as aulas foram suspensas por dias. A professora Marta Oliveira, que lecionava ciências há 18 anos, não sabia como explicar o inexplicável às crianças.
Então decidiu não explicar — decidiu investigar junto com elas.
Desde 2016, a Escola Municipal Florestal mantém um projeto pioneiro de monitoramento cidadão. Alunos do 6º ao 9º ano coletam amostras de água, registram variações e comparam com dados históricos. O projeto, hoje premiado pela Secretaria de Educação do ES, já formou mais de 80 "sentinelas do rio".
"Quando uma criança entende que pode medir a qualidade da água com as próprias mãos, ela passa a ser guardiã daquele rio para o resto da vida", diz Marta. A escola é parceira oficial do HAPI RIO e seus dados alimentam o nosso banco de monitoramento.
O ponto de coleta mais próximo à escola ainda registra índices preocupantes, mas a tendência é de melhora discreta nos últimos 18 meses.
pH da água
6.1
Turbidez
Moderada
Metais pesados
Em queda
Fauna aquática
Ocasional
* Dados coletados pelo monitoramento comunitário Rio Vivo · 2024








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