Fotógrafo e documentarista
Fotografei o rio antes e depois. A diferença me fez chorar na frente da câmera pela primeira vez em vinte anos de carreira. Aquelas imagens precisam ser vistas.
João Ribeiro fotografou o Rio Doce pela primeira vez em 1998, durante uma expedição de canoagem pela Bacia. Apaixonou-se pelo rio e voltou dezenas de vezes ao longo dos anos, construindo um acervo único de imagens da vida às suas margens.
Quando soube do rompimento da Barragem de Fundão, largou tudo e foi para Aimorés. O que viu pelo visor da câmera — o laranja tóxico avançando sobre o verde da mata ciliar — está registrado em uma série de fotografias que rodou o mundo.
"Aquelas imagens não são só arte. São prova. São denúncia. São o registro de um crime que não pode ser esquecido", diz João. Seu trabalho foi exibido em Brasília, Lisboa, Paris e Tóquio.
Hoje João vive em Aimorés e documenta a recuperação — ou a falta dela — em parceria com o HAPI RIO. Seu arquivo fotográfico é parte do nosso acervo histórico e serve como base de comparação para o monitoramento visual dos pontos no rio.
pH da água
5.8
Turbidez
Alta
Metais pesados
Acima do limite
Fauna aquática
Raro
* Dados coletados pelo monitoramento comunitário Rio Vivo · 2024








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